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Maconha

Nilo Momm

 

O nome científico é cannabis sativa Linneu. É um arbusto que atinge até quatro metros de altura. É cultivada especialmente na Colômbia, Paraguai e Brasil.

Classificada como droga perturbadora do sistema nervoso central. A substância ativa se chama THC - tetrahidrocanabinol, responsável pelos efeitos alucinógenos da maconha.

A planta produz mais de 400 produtos químicos ativos, sendo 61 canabinóis, dos quais alguns psicoativos como o THC (tetrahidrocanabinol).

Provoca desinteresse, taquicardia, secura na boca, olhos vermelhos, delírios, alucinações, perda da noção de tempo, espaço e velocidade, perda de memória de curto prazo, causa ainda câncer de pulmão, garganta e outros órgãos. O uso de maconha faz o indivíduo sentir-se eufórico, rir à toa, com falta de atenção, amedrontado, faminto. O efeito permanece por até cinco horas após o uso.

O THC se instala nos tecidos graxos encontrados no cérebro e nos testículos, nas mamas e nos ovários não sendo eliminado facilmente pelo organismo. Até quarenta dias após o uso ainda pode ser detectado em exame de urina.

A maconha consumida é um conjunto formado das flores, folhas, sementes e gravetinhos. Em geral é fumada em cigarros feitos manualmente.

Os efeitos dependem da qualidade da droga fornecida e da pessoa que usa, podendo variar inclusive com o estado psicológico do usuário.

Devido a perda da noção de tempo, distância e velocidade, o uso da maconha tem sido a causa de muitos acidentes, especialmente de trânsito.

Tipos de maconha

A maconha brasileira tem de 1 a 2% de THC. Os estudos que conhecemos sobre maconha, referem-se a esta maconha, que é a mais produzida no mundo.

A maconha cultivada na Jamaica tem de 8 a 12% de princípio ativo e dela se sabe muito pouco sobre seus efeitos.

A Holanda, grande produtora mundial de flores, levou sementes de maconha da Jamaica e, por melhoramentos genéticos, produz a skank que tem até 32% de THC. Desta realmente não se conhece nenhum estudo mais específico sobre seus danos no organismo humano.

O haxixe é um derivado da maconha. É a resina concentrada. O termo, de origem árabe (haschichins = consumidores de haxixe), tem a mesma origem da palavra assassino.

Qualidade da droga

Todos se lembram do caso dos anticoncepcionais que não continham senão farinha, ocorrido há alguns anos. Eles eram fabricados por um dos mais conceituados laboratórios farmacêuticos mundiais. Eram fiscalizados por todos os órgãos dos governos e dos fabricantes. E, mesmo assim, fugiram ao controle e foram embalados sem o princípio ativo.

No caso das drogas, especialmente da ilegais, não existem qualquer tipo de controle de qualidade. Não existe qualquer fiscalização pública ou privada. O risco é inerente ao negócio. O que vale é o lucro.

A qualidade da droga é muito variável. A Polícia Federal de Santa Catarina apreendeu um traficante na Grande Florianópolis, em 1997, com dois mil quilos de maconha.

O procedimento policial, neste caso, é levar o indivíduo para a delegacia e a droga para o laboratório. Somente após o laboratório confirmar que se trata de droga, o que se faz pela análise da presença do princípio ativo, o delegado registra a ocorrência policial.

Procedido o exame do material, não constatou-se o princípio ativo. Feito novo exame, com outra amostra, não apareceu o THC. Levada uma amostra, com urgência para o laboratório central da Polícia Federal, que tem mais recursos de investigação, confirmou-se que não era maconha.

Instado a se pronunciar, o detido informou que "realmente havia iniciado vendendo maconha pura, mas como a polícia tornava as coisas muito difíceis, havia começado a misturar bosta de cavalo. Tendo havido aceitação e elogios dos consumidores, que não sabiam da mistura, foi aumentando a parte de bosta e, para surpresa geral, informou que hoje vende bosta pura.

Se alguém que você conhece, usa maconha há algum tempo e diz que não sente nenhum prejuízo com o uso, pergunte-se: o que será que ele está usando realmente.

A maconha possui cheiro característico que acaba por identificar seus usuários com alguma facilidade. O cheiro é algo parecido com a queima de qualquer capim ou erva verde.

Verdades e mentiras

Dizem os defensores da maconha que o Brasil é o único país que proíbe o consumo da maconha.

É verdade. Em todos os outros países, inclusive em Portugal e nos outros países onde se fala o português, se uso cânhamo e não maconha. E o consumo de cânhamo é proibido em todos eles.

Se observarmos, ambas as denominações, cânhamo e maconha, tem as mesmas letras, apenas em outra ordem.

Dizem que a maconha tem usos industriais que justificam o seu cultivo.

É mentira. A maconha serve para usos têxteis. Até o início do século XX era largamente utilizada na confecção têxtil, inclusive de toalhas para os altares na igrejas e na confecção das famosas ceroulas samba canção e dos espartilhos.

Com o advento do algodão e, mais tarde, dos fios sintéticos, deixou de ser utilizada por sua total inferioridade de qualidade e flexibilidade. Hoje ninguém usaria tecidos produzidos com maconha por serem extremamente desconfortáveis e caros.

Dizem que a maconha tem usos farmacêuticos que justificam o seu cultivo e uso.

É mentira. A maconha foi utilizada por pacientes em estado de dor extrema, como os atingidos em combate, os com doenças terminais. Nestes casos a maconha causa um entorpecimento aliviando assim as dores.

Com a descoberta e aperfeiçoamento dos analgésicos, dos antinflamatórios e dos antibióticos modernos, não faz mais sentido o uso da maconha. Os novos medicamentos são muito mais eficientes e não tem efeitos colaterais comparáveis à dependência causada pela maconha.

Mesmo assim, um dos estados americanos, autorizou recentemente uma pesquisa com dois mil doentes terminais de câncer e aids, com o uso de maconha. Em breve, deverão ser publicados os resultados desta pesquisa entretanto, todos os cientistas sérios admitem que não teremos surpresas nos resultados. A maconha está ultrapassada como medicamento.

Sinais aparentes

O branco dos olhos fica vermelho. O batimento cardíaco fica acelerado. A boca fica seca. A fumaça da maconha tem um cheiro característico. As pupilas ficam dilatadas. Os olhos ficam lentos para pestanejar ou acompanhar um objeto em movimento. Conversa mole, lenta. Comportamento desleixado.

Em geral, ao se acostumar ao uso, o canabista se afasta de seus amigos verdadeiros e passa a conviver exclusivamente com outros usuários de maconha ou de outras drogas.

O que fazer?

Cultive o amor e a verdade. Ame seu filho. Ame seu amigo.

Se ele já se iniciou no consumo, não o abandone. Seja o seu melhor amigo. Ajude-o a enfrentar o caminho de volta. Não perca as esperanças, espere mesmo quando não há nenhuma esperança (Rm 4,18).

Não se esqueça: Cristo é o caminho, a verdade e a vida (Jo 14,6) e ele veio para que todos tenham vida e a tenham em abundância (Jo 10,10).

 

Saiba mais:

·        Pastoral da Sobriedade - 2ª Edição

Nilo Momm

Edições Loyola

 

·        Prevenção ao uso de drogas

Nilo Momm e Vilsom Basso

Centro de Capacitação da Juventude da CNBB

 

·        Escolha a felicidade - vida sem drogas

Nilo Momm e Juliana Camargo Momm

Edições Loyola

 

·        Saiba mais sobre maconha e jovens

Içami Tiba

Editora Ágora

 

Contato: nilomomm@yahoo.com.br (inclusive para palestras)

 

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Nilo Momm